As mulheres representam cerca 1/3 dos agregados familiares monoparentais em Cabo Verde

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As mulheres representam cerca 1/3 dos agregados familiares monoparentais em Cabo Verde, informou, esta segunda-feira, o Instituto Nacional de Estatísticas (INE).

Segundo as estatísticas dos agregados familiares, apresentados por Alícia Mota, do INE cabo-verdiano, no âmbito de uma conferência para assinalar o Dia Mundial da Família, 30,2% das famílias monoparentais são chefiadas por mulheres, contra 6,5% por homens – os restantes 63,3% dos agregados são chefiados pelo pai e mãe.

«Mas, quando os agregados são conjugais», a responsável pelas estatísticas de género do INE disse que «a maior parte (54%) são chefiados por homens, contra 46% das mulheres, todos com uma idade média de 45 anos».

Segundo o estudo, realizado no último trimestre de 2016 e enquadrado no Inquérito Multiobjectivo Contínuo (IMC) do INE, Cabo Verde conta com 147.379 agregados familiares, para uma população geral de 530 mil habitantes.

Do total dos agregados familiares, quase 3/4 (70,6%) vivem no meio urbano e 29,4% no meio rural.

Em relação ao estado civil, o inquérito constatou que um terço dos agregados familiares cabo-verdianos (33,1%) vive em união de facto, 23,4% são divorciados e 19,1% são casados – 8% são viúvos e 16,4% solteiros.

Na educação, a maior parte dos agregados familiares tem o ensino básico (45,3%) e o ensino secundário (26,8%), contra 10,4% com curso superior e 13,1% que nunca frequentou o ensino no país.

O estudo concluiu que o número médio de estudo dos agregados familiares cabo-verdianos é de sete anos e que dimensão média é de 3,6 pessoas.

Quanto à situação perante a actividade económica, a maioria dos representantes dos agregados familiares (68,5%) são ocupados, contra 26,5% inactivos e 5% no desemprego.

Fonte: Lusa

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