FCBB enviou uma carta à FIBA África a manifestar a sua vontade em participar e a sugerir a alteração do torneio para uma data mais apropriada

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A FIBA África anunciou, na semana passada, a realização de um torneio entre os candidatos à terceira e ultima vaga ao Afrobasket 2017 que deveria ter sido atribuído através do convite (wild card).

Devido ao pouco tempo entre o anúncio e a realização da referida eliminatória, a Federação Cabo-verdiana de Basquetebol (FCBB) enviou uma carta à FIBA África a manifestar a sua vontade em participar e a sugerir, entretanto, a alteração do torneio para uma data mais apropriada, adiantou à Direcção Geral dos Desportos (DGD) o presidente da FCBB, Mário Correia, estando a FCBB a aguardar um posicionamento oficial da FIBA África.

Isto porque, na maioria dos campeonatos profissionais, sobretudo na Europa onde jogam a maioria dos internacionais cabo-verdianos, jogam-se as fases playoffs e finais, pelo que a selecção nacional Ilhas teria o mesmo problema, senão pior, da primeira eliminatória realizada em Março em Bamako e Dakar, com a dispensa dos atletas pelos referidos clubes.

Para além disso, o provável seleccionador, já que se está ainda em fase de negociações entre as partes para um acordo definitivo, Mané Trovoada, está neste momento envolvido com a sua equipa, o Recreativo de Libolo, nas finais do campeonato de Angola.

Sem contar que esta operação exigiria uma grande engenharia financeira e mais tempo para a sua planificação e possível identificação e definição de parcerias que pudessem permitir esta participação da selecção.

Correia lembra que, neste momento – tendo em conta que a nova gestão da FCBB apenas tomou posse recentemente, após as eleições que aconteceram em Março ultimo- a Federação nem sequer assinou o contrato-programa com o MD/DGD que garante o financiamento da gestão corrente do ano desportivo 2016/2017.

Embora, frisa o presidente da FCBB, o torneio, por razões óbvias não está contemplado neste contrato-programa, ou seja, não será por aí que estarão garantidas o financiamento desta possível participação da selecção nacional, com vista ao apuramento à fase final do Afrobasket.

Algo que pode jogar a favor da vontade da FCBB, tem a ver com o fato de, até o momento não se ter definido o anfitrião desta fase final. Isso porque o Congo Brazzaville, que já havia assumido o compromisso, acabou por voltar atrás recentemente, fato que permitiu a abertura desta terceira vaga que estava destinada à selecção congolesa, enquanto anfitriã.

Fonte: DGD

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