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Federação Guineense de Futebol acusada de corrupção

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O antigo vice-presidente da Federação de Futebol da Guiné-Bissau, Inum Embaló afirmou nesta quarta-feira ter provas de corrupção e de falsificação de documentos cometidas pelos actuais responsáveis federativos.

Numa conferência de imprensa na sede da Liga Guineense dos Direitos Humanos, em Bissau, o antigo dirigente disse estar na posse de alegadas provas que, segundo afirma, incriminam directamente o presidente da federação e a secretária-geral.

Embaló acusa Manuel Lopes e Virgínia da Cruz de terem, alegadamente, gasto, «sem justificativos mais de mil milhões de francos CFA», cerca de 655 mil euros.

O dinheiro seria disponibilizado à federação pela FIFA e CAF (Confederação Africana de Futebol), mas teria sido utilizado em proveito próprio pelos dois dirigentes, segundo Embaló, que diz estar disposto a levar a cabo «um combate pela verdade e transparência».

 

«Temos provas irrefutáveis de corrupção na Federação. Ousamos avançar com estas denúncias porque o Presidente do nosso país [José Mário Vaz] diz que o medo acabou e que o dinheiro público tem que ser bem vigiado por todos», salientou Embaló, um dos candidatos nas últimas eleições presidenciais da Federação.

O ex-dirigente revelou que uma investigação por si liderada durante oito meses permitiu descobrir «elementos de corrupção e falsificações de documentos» bem como «uma conta bancária secreta» da Federação, cujos movimentos apenas são do conhecimento de Manuel Lopes e Virgínia da Cruz.

Inum Embaló acusou também o Procurador-Geral da República, António Sedja Man, de estar a «impedir o avanço do processo», porque «deve estar a tentar esconder algo».

Contactada pela Lusa, Virgínia da Cruz disse que ainda não ouviu as declarações de Inum Embaló, pelo que não pode se pronunciar, mas prometeu uma reacção da federação logo a seguir a uma reunião do comité executivo, a ter lugar ainda esta quarta-feira. O presidente encontrava-se em missão no estrangeiro.

Fonte: Lusa