Governantes da CPLP debatem hoje propostas para os próximos 10 anos

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Governantes dos nove Estados-membros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) reúnem-se hoje, em Brasília, para debater o futuro da organização, incluindo propostas sobre a disseminação do português e a cooperação económica.

A XXII reunião ordinária dos ministros da CPLP terá como tema a “Agenda 2030: Avanços e Desafios”, decorrendo sob presidência brasileira. Segundo o Ministério das Relações Exteriores do Brasil, os governantes da CPLP discutirão a aplicação da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável, aprovada pelas Nações Unidas, nos seus países.

Além disso, a agenda da reunião prevê a aprovação de uma resolução sobre a nova visão estratégica da CPLP, aprovada na última cimeira, em Novembro passado, e que traça as linhas de actuação da CPLP para a próxima década.

Apenas Portugal, Brasil, Cabo Verde e São Tomé e Príncipe se fazem representar pelos respectivos ministros dos Negócios Estrangeiros. Timor-Leste enviou o vice-ministro dos Negócios Estrangeiros e Cooperação e Angola será representada pela secretária de Estado da Cooperação, enquanto pela Guiné Equatorial estará um secretário de Estado e Moçambique e Guiné-Bissau mandaram os diplomatas que chefiam a delegação à reunião.

Entre os documentos em debate, estarão os planos de acção para a disseminação da língua portuguesa e para a cooperação económica e empresarial, adiantou à Lusa o chefe da diplomacia portuguesa, Augusto Santos Silva.

Os países vão também debater o aprofundamento da cooperação com os países observadores da CPLP – Eslováquia, Geórgia, Hungria, Japão, Ilhas Maurícias, Namíbia, República Checa, Senegal, Turquia e Uruguai.

O Brasil, que detém a presidência ‘pro tempore’ da organização lusófona desde 2016, destacou que a CPLP “é um valioso espaço de diálogo político e oferece oportunidades para o desenvolvimento da cooperação sul-sul e para a contínua valorização” da língua portuguesa a nível mundial.

“Ao longo dos últimos 21 anos, a CPLP logrou consolidar-se como plataforma de integração e interlocução entre os países de língua portuguesa e entre eles e o mundo, tendo-se tornado um organismo internacional com credibilidade junto à comunidade internacional”, acrescentou.

Em 2018 a presidência da organização passará para Cabo Verde, país em cujo mandato pretende colocar dois pontos importantes na agenda: a cidadania da CPLP e a circulação de bens e pessoas na comunidade”, revelou o ministro dos Negócios Estrangeiros, Luís Filipe Tavares.

Fonte: inforpress

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