José Veiga impedido de comprar banco de Cabo Verde

O Banco de Portugal opõe-se à venda do Novo Banco de Cabo Verde a José Veiga. Este parecer negativo cancela todo o processo

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O regulador bancário nacional, “com base no conhecimento da existência de investigações relacionadas com a operação” deliberou opor-se à concretização da venda do Novo Banco de Cabo Verde a José Veiga. A mensagem foi transmitida depois de o Conselho de Administração do Novo Banco ter dado conta ao regulador da concretização de um acordo e é suficiente para cancelar todo o processo, refere o Banco de Portugal, esta quarta-feira. Em comunicado, a instituição diz ter recebido do Novo Banco, a 18 de janeiro passado, uma comunicação do conselho de administração do Novo Banco a submeter à autoridade de resolução a operação de venda. A decisão já era esperada. Apesar de o contrato promessa de compra e venda já estar assinado, o negócio que permitiria um encaixe de 14 milhões de euros ao Novo Banco necessitava ainda das autorizações dos supervisores, nomeadamente o Banco de Cabo Verde e o Banco de Portugal, que agora se opõe. “Assim”, concretiza o mesmo comunicado, “a decisão do Banco de Portugal conduz a que a transmissão das ações do BICV não seja concretizada”. A entidade liderada por Carlos Costa afasta ainda qualquer responsabilidade do Banco de Portugal ou da equipa responsável pela venda da participação do Fundo de Resolução na alienação. Recorde-se que José Veiga tem estado na mira da justiça por suspeita de diversos crimes, como corrupção, branqueamento de capitais, fraude fiscal, participação económica em negócio e tráfico de influências, no âmbito do processo Rota Atlântico.
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