MpD: “Resultados líquidos de 2004 a 2016 atingiram mais de 12 milhões e meio de contos negativos”

0
574

O Movimento para a Democracia (MpD) revelou nesta sexta-feira, 26, que a TACV atingiu resultados líquidos negativos de mais de 12 milhões de contos entre 2004 e 2016, ou seja, uma média de um milhão por ano.

Foto de RADIO ATLANTICO.

A revelação foi feita em conferência de imprensa pelo secretário-geral do partido, Miguel Monteiro, na Cidade da Praia, para reagir à comunicação do Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV, oposição), esta quinta-feira, sobre a “pretensão de criação de uma comissão parlamentar de inquérito, para analisar o processo da reestruturação da TACV”.

Segundo aquele responsável, os resultados da TACV apontam que, em 2016 (estimativa), foram 2.230.000.000 escudos negativos, em 2015, 3.437.527.468 negativos, em 2014, 1.516.129.378 positivos por causa da operação de venda dos três aviões ATR, e todos negativos em 2013( -1.351.642.384 escudos), 2012 (-3.211.497.651 escudos).

Resultados negativos foram registados, também, em 2011 (-2.026.088.377 escudos), 2010 (-65.440.654 escudos), 2009 8-241.784.710 escudos), 2008 8-608.820.964 escudos), 2007 (-171.461.006 escudos), 2006 (-401.400.118 escudos), 2005 (-279.984.261 escudos) e 2004 (-7.315.954 escudos).

“No total de 2004 a 2016 (estimativa), os resultados líquidos negativos atingiram os 12.513.833.000 escudos, e de 2011 a 2016 (último mandato do Governo apoiado pela PAICV) os resultados líquidos negativos atingiram 10.737.626.000 escudos. Isto significa claramente que o único responsável pela situação crítica da TACV é PAICV”, acusou.

“Face a esta amostra de gestão danosa, perguntamos: o PAICV não vai assumir que cometeu erros graves na gestão deste país? Até quando o PAICV vai continuar a desresponsabilizar-se pela sua (des) governação? Não será a criação da CPI, mais uma manobra dessa desresponsabilização? Pensamos que todos estes indícios demonstram a gestão danosa, e provavelmente criminosa que a TACV teve nos últimos anos, cujo único responsável é o PAICV”, sublinhou.

Para Miguel Monteiro, neste ano de governação o PAICV tem reiteradamente tentado “fugir às suas responsabilidades”, nomeadamente no âmbito do Programa Casa Para Todos, em que o endividamento “não acompanhou” o grau de execução das obras, tendo o país ficando com “muitas dívidas e poucas casas”,

Conforme ele, o mesmo aconteceu na utilização “indevida” de verbas do Fundo do Ambiente, com dezenas de milhares de contos utilizados por associações, assim como foi quando o anterior Governo não pagou 1,5 milhões de contos em bonificação de juros junto dos bancos tendo a bonificação sido suspensa.

O mesmo aconteceu, no entender do secretário-geral do MpD, nos “milhões de contos em derrapagens, indemnizações, multas e obras a mais, em obras por todo o país, muitas das quais não servem”, por exemplo as barragens de Salineiro e Banca Furada.

Esta semana, o Governo anunciou a extinção dos serviços domésticos da Transportadora Aérea de Cabo Verde (TACV), e que a partir de 01 de Agosto a ligação entre as ilhas passará a ser feita pela Binter Cabo Verde, que por sua vez, cederá 49% do seu capital social ao Governo.

Fonte: Inforpress

Comentários