Pedrógão Grande: Não houve trovoadas à hora a que começou o incêndio florestal

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Um relatório do Instituto Português do Mar e do Atmosfera (IPMA) concluiu que não houve trovoadas secas à hora a que começou o grande incêndio de Pedrógão Grande, em Portugal.

Um relatório do Instituto Português do Mar e do Atmosfera (IPMA) concluiu que não houve trovoadas secas à hora a que começou o grande incêndio de Pedrógão Grande. O documento, a que o jornal Público teve acesso, foi entregue ao primeiro-ministro português na sexta-feira.

Segundo o jornal Público, o IPMA voltou a processar todos os dados recolhidos pelos sensores de descargas eléctricas e concluiu que não foram encontradas provas da existência de descargas eléctricas de nuvens para o chão que sejam compatíveis com as descrições sobre o início do fogo em Escalos Fundeiros, o local onde tudo começou. 

De resto, o relatório indica ainda ainda que, à hora do inicio do incêndio, 14.43, e por cima do sítio apontado como a origem da ignação, não havia o tipo de nuvens que gera trovoadas.

Os novos dados do IPMA contrariam, assim, as informações avançadas pela Polícia Judiciária na manhã seguinte ao início do fogo. A PJ informou nessa altura que as chamas tinham tido origem em causas naturais, nomeadamente em trovoadas secas. As autoridades acrescentaram que tinha sido identificada uma árvore atingida por um raio que tinha estado na origem da ignição. 

O incêndio de Pedrógão Grande provocou 64 mortos e mais de 200 feridos.

Fonte: TVI

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