Presidente do PAICV demarca-se de alegado esquema fraudulento de financiamento de campanhas eleitorais

0
140

A presidente do PAICV-oposição, Janira Hopffer Almada demarcou-se nesta terça-feira de qualquer participação num alegado esquema fraudulento de financiamento de campanhas eleitorais denunciado através de um artigo da revista portuguesa “Visão”.

“Primeiramente eu demarco, absolutamente e firmemente, de qualquer participação em qualquer negócio que não seja lícito e que não respeite escrupulosamente as leis vigentes no país”, afirmou em declarações à imprensa, na Cidade da Praia.

Segundo o artigo da revista Visão, na sua investigação que decorreu durante três anos, descobriu um “mega-esquema” de financiamento eleitoral do PSD (Portugal) através da agência de comunicação Webrand, e que também tem como clientes, o PAICV, a TACV e a candidatura presidencial de Manuel Inocêncio, em 2011.

Entretanto, Janira Hopffer Almada entendeu que o artigo é um “balão de oxigénio para tentar tirar o foco dos graves problemas pelos quais o país passa neste momento”, visto que a campanha presidencial de 2011 de Manuel Inocência Sousa foi feita com “respeito escrupuloso” das leis que regulam o processo eleitoral e que regulam o financiamento das campanhas eleitorais.

“As contas foram todas apresentadas, devidamente julgadas e qualquer pagamento feito poderá ser justificado a qualquer momento, seja pelo PAICV, seja pelo engenheiro Manuel Inocêncio Sousa que é conhecido pelo seu carácter, pela sua seriedade e pela sua humildade”, justificou.

Entretanto, em comunicado de imprensa, Janira Hopffer Almada desafia, a quem quiser, que solicite à Comissão Nacional de Eleições (CNE) e/ou ao Tribunal de Contas, os documentos comprovativos da apresentação das contas do PAICV e da candidatura presidencial de Manuel Inocêncio Sousa, que já foram “devidamente julgadas”.

“O PAICV considera tais suspeições graves, infundadas e irresponsáveis, e manifesta a sua estranheza pela forma como a questão foi tratada, com objectivos claros e intenções inconfessas”, lê-se no comunicado, garantindo que o partido apresentou sempre as suas contas, nos termos e prazos legais (seja nas eleições legislativas, seja nas eleições autárquicas, seja nas eleições presidenciais).

De acordo com “Visão”, durante o tempo que esteve a investigar, conseguiu apurar que o negócio com a candidatura de Manuel Inocêncio Sousa para as presidenciais de 2011, “que era suspeito de usar uma empresa da qual fora sócio para executar obras públicas por ele decididas”, foi dos mais “chorudos” para a Webrand e que a facturação oficial da campanha à Webrand terá ultrapassado os 68 mil euros.

Fonte: Inforpress

Comentários