Primeiro-Ministro reitera que todos os direitos dos trabalhadores da TACV serão salvaguardados

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O primeiro-ministro, Ulisses Correia e Silva, reiterou hoje, na Cidade da Praia, que todos os direitos dos trabalhadores da Transportadora Aérea Cabo-verdiana (TACV), em processo de reestruturação, vão ser salvaguardados.

Ulisses Correia e Silva, que falava na cerimónia da assinatura do contrato de gestão entre a TACV e a Loftleider Icelandic do grupo Icelandair, sublinhou a necessidade de se privatizar a companhia nacional já que, salientou, da forma em que a mesma se encontra “não é possível continuar”.

“Os trabalhadores da TACV podem estar seguros porque como sempre dissemos, todos os direitos serão salvaguardados. A empresa tem de ser restruturada temos de reduzir custos, estamos com soluções para o problema da dívida”, disse.

O chefe do Governo lembrou que o executivo está empenhado na transformação do país num “hub” aéreo, o que na sua perspectiva trará novas oportunidade e novos empregos com a expansão da actividade no sector dos transportes aéreos em Cabo Verde.

Para tal, além da transformação da TACV numa companhia competitiva para entrar num mundo extremamente competitivo, o Governo também vai privatizar a Cabo Verde Handling e concessionar o serviço de gestão aeroportuária da ASA.

“Só assim conseguiremos dotar o país de um hub de referência internacional que contribua para a dinamização da economia, acelerar o crescimento e criar empregos de qualidade”, notou, indicando que para o efeito há que ter parcerias e “excelência” em tudo que diz respeito à aviação civil.

Sobre a opção do grupo Icelandair para gestão da TACV, Ulisses Correia e Silva disse que o Governo escolheu “o melhor parceiro” para dotar a companhia nacional de uma gestão de excelência e realizar o conceito de “hub” aéreo.

É que, adiantou, a Islândia é um país pequeno com menos população de que Cabo verde, e que conseguiu no sector do transporte aéreo devido à sua localização geográfica tornar-se num ponto de convergência de aviação civil, tendo a Icelandair um “papel fundamental” nessa colocação da Islândia no centro de “hub” do sucesso que é hoje.

“Isso leva à conclusão de que o tamanho de facto não é documento. Islândia é um dos países mais desenvolvido da Europa porque soube aproveitar aquilo que é o factor que de facto faz a mudança: o conhecimento, a tecnologia, excelência na organização, na gestão, abertura ao mundo e porque soube tirar proveito da sua boa localização”, sustentou.

A TACV desde 01 de Agosto deixou de efectuar os voos domésticos, que passaram a ser assegurados pela companhia Binter.

A partir de segunda-feira, 14, começa a ser implementado o plano de negócio acordado com a Loftleider Icelandic do grupo Icelandair. A empresa vai avançar já com dois aparelhos boeing 757, para a realização de voos internacionais, mas o plano de negócio prevê até 11 aviões para Cabo Verde.

Fonte: Inforpress

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