UCID defende aumento das pensões de velhice e redução do preço de energia e água

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A União Cabo-verdiana Independente e Democrática (UCID-oposição) defendeu nesta sexta-feira um aumento para as pensões de velhice, quer os da pensão social e os do INPS e redução do preço da energia e água no Orçamento do Estado (OE) para 2018.

Foto: Inforpress

A proposta da UCID que, para além de aspectos sociais também inclue a área económica, foi avançada à imprensa pelo líder do partido, António Monteiro, no final de um encontro com o ministro das Finanças, Olavo Correia, no âmbito das audições promovidas com vista à recolha de subsídios para a elaboração do OE/2018.

Segundo explicou António Monteiro, o aumento da pensão de velhice para as pessoas que trabalharam por “vários e vários” anos e que tenham uma pensão à volta dos cinco mil escudos vão fazer com que as famílias tenham maior rendimento, propondo ainda que até 2020, esse aumento atinga os 50 por cento (%).

Para os pensionistas do Instituto Nacional de Previdência Social (INPS), a UCID quer que o mesmo atinga até 2020 ou 2021 ao salário mínimo nacional.

Concernente à redução do preço da energia e água com a utilização do fuel pesado na Cidade da Praia e no Sal, e fuel 188 em outras ilhas, António Monteiro lembrou que é uma proposta que tem defendido nos últimos 11 anos no Parlamento, que fará com que os mesmos sejam mais baratos para que se tenha um país “mais competitivo”.

Reabilitação de habitações de pessoas com tectos “muito precários”, são outros assuntos sociais abordados e que almejam ver no OE para 2018.

Diversificação da economia e a previsibilidade dos impostos, também foi outro assunto abordado entre António Monteiro e o ministro Olavo Correia.

De acordo com a mesma fonte a economia cabo-verdiana está “muito focalizada” no aspecto do turismo, por isso, propôs que no OE para 2018 e outros subsequentes, se pense numa “maior dinamização da indústria”.

“Precisamos ter a indústria mais forte em Cabo Verde e dá-los as condições para que os nossos empresários tenham a capacidade para a nível da nossa sub-região poderem competir principalmente os da construção civil, competir com outras empresas e procurar grandes obras fora de país”, sustentou.

No dizer do líder do segundo maior partido da oposição, algumas preocupações que levaram a esse encontro vão na linha do programa do Governo, que têm a ver com a criação de condições para que Cabo Verde possa entrar na rota do desenvolvimento e possa ter as condições para responder satisfatoriamente àquilo que a população espera.

Assegurou que o seu partido está “completamente de acordo” com a questão do desenvolvimento da economia, a criação de condições para que os cidadãos possam ter os rendimentos necessários para terem uma “vida com menos problemas”, a criação de condições para que o país seja unificado, isto falando dos transportes marítimos e aéreos.

Mesmo subscrevendo a tudo que o governante expôs durante a sua intervenção, afiançou que o seu partido quer que o OE para 2018 “vá ao encontro das expectativas das populações e que diminua um pouco as situações anómalas que o país enfrenta”.

Fonte: Inforpress

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