Ulisses Correia e Silva diz que “não há absurdo” na medida de superação de vistos a cidadãos da UE

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O primeiro-ministro de Cabo Verde, Ulisses Correia e Silva, considerou ontem, quinta-feira, que a medida de superação de vistos a cidadãos da União Europeia mais Reino Unido é de “grande alcance” e vai ao encontro do reforço da parceria estratégica com a União Europeia.

“O absurdo é não compreender o alcance desta medida que vem ao encontro e faz parte do aprofundamento que o Estado de Cabo Verde quer e começou a desenvolver até na altura em que José Maria Neves era primeiro-ministro”, declarou Ulisses Correia e Silva, em São Vicente, quando abordado sobre as declarações do anterior primeiro-ministro que classificou de “absurda” a medida do Governo.

Ulisses Correia e Silva explicou que não se trata de uma medida “avulsa”, mas tem que ver com o reforço das condições de mobilidade, com a criação de condições para Cabo Verde aprofundar as relações com a União Europeia, como “aliado forte” para o desenvolvimento, crescimento económico, investimentos e segurança de Cabo Verde.

É evidente, considerou o chefe do Executivo, que a questão da mobilidade também coloca-se como um “grande incentivo/estímulo” para crescimento de visitantes, turistas, turistas residentes que procuram o segmento turismo de terceira idade.

Mas também, sintetizou, está direccionado para eliminar obstáculos à entrada e à livre circulação de investidores, com criação de condições para Cabo Verde ter maior mobilidade de pessoas ligadas à ciência, à investigação, à tecnologia.

O primeiro-ministro reforçou a ideia de não haver contradição à opção do reforço da integração regional africana, antes pelo contrário, complementa-a.

“Temos uma opção muito clara de aproximação à Europa mas ao mesmo tempo a nossa forte aposta na integração regional no espaço da CEDEAO e as coisas casam-se naturalmente”, sintetizou.

Ulisses Correia Silva descartou, por outro lado, a hipótese aventada de perda de receitas com a superação de vistos a cidadãos da União Europeia mais Reino Unido, indicando que não haverá perda de receitas que não sejam compensadas.

“Estamos a criar mecanismos de compensação de perda de receitas provenientes dos vistos, vamos securizar as nossas fronteiras usando mecanismos muito mais avançados de entrada e saídas nos aeroportos, assim como vamos fazer uma grande investida para reforçarmos as nossas relações com África Ocidental”, explicou.

“Tudo isto faz sentido, agora as pessoas são livres de fazer os seus post, que neste caso só vinculam José Maria Neves, pois creio que nem vinculam o próprio PAICV, portanto é uma opinião dele”, concluiu.

Informou, por fim, que até o final do mês será aprovado um decreto-lei que vai fazer a implementação da medida.

Fonte: Inforpress

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