UNTC-CS e CCISS querem “medidas concretas e claras” para o Orçamento do Estado de 2018

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A União Nacional dos Trabalhadores Cabo-verdianos – Central Sindical (UNTC-CS) e a Câmara do Comércio, Indústria e Serviços de Sotavento (CCISS) querem que o Orçamento do Estado para 2018 traga “medidas concretas e claras” que permitam o crescimento da economia.

O presidente da Câmara do Comércio, Indústria e Serviços de Sotavento (CCISS), Jorge Spencer Lima, que falava à Inforpress sobre a IV reunião de Conselho de Concertação Social que acontece hoje, na Cidade da Praia, afirmou que se não houver mudança de atitude em relação ao sector privado e as empresas “este país não vai para lado nenhum”. Para este responsável, a economia cabo-verdiana “está bloqueada e estagnada” e o sector privado “falido”.

“O Orçamento do Estado (OE) de 2018 deve trazer mudanças que o executivo prometeu, e que ainda não chegaram, tem de trazer indicações e medidas claras para que haja mudança na economia cabo-verdiana e possamos ver a luz no fim do túnel”, frisou.

Segundo Jorge Spencer Lima, uma das propostas da CCISS apresentada ao Governo passa pela reformulação de política industrial em Cabo Verde, medida essa que no seu entender vai revolucionar e movimentar a economia nacional.

Por seu turno, a secretária-geral da União Nacional dos Trabalhadores Cabo-verdianos – Central Sindical (UNTC-CS), Joaquina Almeida, que partilha a mesma linha de ideias, mostrou-se optimista e disse esperar que o Governo colabore para o bem dos trabalhadores, mas também do País.

“De acordo com as linhas gerais apresentadas pelo Governo, em 2018 a economia cabo-verdiana vai crescer 5,5%, a taxa de inflação manterá estável entre 1% a 2%, o que irá aumentar o custo de vida dos trabalhadores e haverá retoma do investimento privado”, declarou a secretaria-geral, que considera que com essas medidas a UNTC-CS irá defender o aumento do salário dos trabalhadores e pensionistas e do salário mínimo.

Joaquina Almeida avançou ainda que irá propor ao Governo uma maior atenção aos marítimos cabo-verdianos, que, no seu entender, é uma classe que está esquecida e com questões pendentes que se arrastam anos após anos.

Para a sindicalista, é essencial que o OE para 2018 traga “algo de concreto e claro” que permitam aos trabalhadores uma “maior satisfação, criação de emprego e diminuição da taxa de desemprego”.

Constam da agenda, a apreciação e aprovação das linhas gerais do Plano Estratégico do Desenvolvimento Sustentável (PEDS) e das Directivas Políticas Orçamento de Estado de 2018.

Chefiado pelo primeiro-ministro, Ulisses Correia e Silva, coadjuvado pelo ministro das Finanças, Olavo Correia, da Justiça, Janine Lélis e da Saúde e Segurança Social, Arlindo do Rosário, o Conselho de Concertação Social é composto ainda por mais de 19 membros, entre representantes dos trabalhadores, das entidades empregadores e do Estado.

Fonte: Inforpress

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