Afrosondagem: Cabo-verdianos avaliam negativamente o desempenho do Governo na área económica

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Dados divulgados ontem pela Afrosondagem revelam que os cabo-verdianos avaliam negativamente o desempenho do Governo na área económica, tendo 84 % (por cento) dos inquiridos reprovado o desempenho na criação de empregos.

Os dados em apreço, referentes à segunda ronda da divulgação levada a cabo pelo Afrosondagem sobre a qualidade da democracia e da Governação em 2017, sob o tema “ corrupção, confiança e avaliação de instituições governamentais”, revelam também que se registaram mais 17 por cento dos inquiridos do que em 2014 nesta avaliação.

Setenta e nove por cento dos inquiridos acham que o Governo está a gerir mal a capacidade de reduzir a diferença entre ricos e pobres, e avaliam ainda de forma mais negativa a capacidade para melhorar as condições da vida dos pobres, com mais 10 por cento comparativamente a 2014.

Quanto à rubrica “manter os preços estáveis”, a apreciação é também negativa, ao passar dos 62 para 70 por cento, assim como na gestão da economia, no qual os inquiridos consideram que o Governo está a gerir “mal ou muito mal a economia”, com um salto dos 54 para 59 por cento.

No campo social, os dados divulgados hoje atentam que 74 por cento dos entrevistados consideram que o executivo vai mal ao não providenciar para que toda a gente tenha alimentação suficiente, sendo que na rúbrica combate ao crime, 60 por cento (contra 63 em 2014) classificam de má a prestação do executivo.

A luta contra a corrupção no Governo mantem-se nos 61 por cento, quando comparado com 2014, enquanto regista uma diminuição de 55 para 45 por cento, no fornecimento dos serviços de eletricidade de qualidade, ao passo que 51 por cento apreciam mal o Governo na sua política de melhorar os serviços básicos de saúde.

O Governo está melhor avaliado na rúbrica “Disponibilizar água e serviço de saneamento”, com 53 por cento em 2017 contra 40 por cento em 2014, e também um melhor desempenho das áreas sociais e de infraestruturas, porquanto, 44 por cento revê no modo da resolução das necessidades de educação e 38 por cento na manutenção de estradas e pontes.

De acordo com explicações avançadas pela empresa Afrosondagem, foram inquiridas 1200 pessoas com 18 anos ou mais de idade, no período que medeia entre 20 Novembro a 5 Dezembro de 2017, com uma margem de erro de mais ou menos 3% e um nível de confiança de 95%.

Por: Inforpress