Alex Saab: Ministério Público arquiva processo contra Gil Évora e Carlos Anjos

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O Ministério Público arquivou o processo contra Gil Évora e Carlos Anjos, acusados de “usurpação de autoridade cabo-verdiana” por falta de provas de que teriam ido à Venezuela, para negociar a não extradição de Alex Saab para os EUA.

A Procuradoria Geral da República, segundo o jornal A Nação de hoje, na sua versão online, mandou arquivar o processo contra estes dois empresários, por não ter havido provas de que teriam ido à Venezuela como emissários oficiosos do Governo, supostamente, para negociar a não extradição de Alex Saab para os EUA.

“Ordena-se o arquivamento dos presentes autos que decorria contra os senhores Fernando Gil Alves Évora e Carlos Jorge Oliveira Gomes dos Anjos, por não ter resultado qualquer prova dos factos de que vinham indiciados e nem que tivessem incorrido na prática de “Usurpação de Autoridade Cabo-verdiana”, lê-se no despacho assinado pelo procurador Vital Moeda.

Segundo a PGR, não se conseguiu provar que Gil Évora e Carlos Anjos, “para além das diligências, tenham cometido o crime de que vinham indiciados, nem de nenhum outro”.

“Os arguidos negam ter feito isto e não existe nenhuma prova idónea de infirmar tal declaração”, lê-se no documento.

Também conforme o referido despacho, o Governo de Cabo Verde, o único que seria capaz de enviar emissários em seu nome, “negou, publicamente, que tivesse enviado alguém que o representasse para a Venezuela”.

E em relação a notícias trazidas a público, na altura, que davam conta que Évora e Anjos estiveram na Venezuela e que regressaram com malas de dinheiro, o MP realça que “nada disso foi apurado em sede de instrução”.

“Pelo contrário, inexiste qualquer evidência no passaporte dos arguidos, designadamente vistos de entrada e de saída de que tivessem estado na Venezuela, máxime, na qualidade de emissários do Estado de Cabo Verde”, realça o despacho.

Ao Santiago Magazine, Gil Évora revelou que já intentou uma acção judicial contra o jornal El Nuevo Herald “por ter noticiado três mentiras: que fomos enviados do Governo de Cabo Verde para tratar da libertação de Alex Saab; que fomos recebidos por Nicolás Maduro; e que trouxemos seis malas cheias de dinheiro”.

O processo-crime contra o Herald, segundo Évora, está a ser liderado por uma firma de advogados (AKERMAN LLP), sediada na capital da Flórida, que pede uma indemnização de 2,5 milhões de dólares ao jornal “por danos morais, difamação e danos especiais – perda de trabalho, perda de reputação”.

Gil Évora também anuncia processar a TCV por reproduzir a notícia mostrando cópia do seu passaporte português.

“Houve divulgação de informações pessoais, o que representa um crime, afirmou o empresário, que também promete apresentar queixa contra a comentadora política Rosário Luz “por ter repetido todas as mentiras que o Nuevo Herald publicou, ter desenvolvido um debate sobre o tema em que nos caluniou a torto e direito no seu blog e na sua página do facebook”.

Por: Inforpress