O Ministério Público deduziu acusação contra cinco dos arguidos, que se encontram em prisão preventiva, acusados de envolvimento no atentado contra o antigo presidente da Câmara Municipal da Praia, Óscar Santos.

Num comunicado divulgado hoje, o Ministério Público informou que, ao arguido de 26 anos, foi imputada a prática, em co-autoria, de um crime de homicídio agravado na sua forma tentada, em concurso real ou efectivo com dois crimes de arma.

A outro arguido, de 25 anos, foi imputada a prática, em co-autoria, de um crime de homicídio agravado na sua forma tentada em concurso real ou efectivo com um crime de arma e um crime de tráfico de menor gravidade.

Já outro arguido de 26 anos, foi imputada a prática, em co-autoria, de um crime de homicídio agravado na sua forma tentada, em concurso real ou efectivo com um crime de arma.

Por seu turno, ao arguido de 46 anos foi imputada a prática, em co-autoria, de um crime de homicídio agravado na sua forma tentada, em concurso real ou efectivo com um crime de arma.

Ao arguido de 47 anos, foi imputada a prática, em co-autoria, de um crime de homicídio agravado na sua forma tentada, em concurso real ou efectivo com um crime de arma e um crime de tráfico de menor gravidade, todos previstos e punidos pela legislação penal cabo-verdiana.

“Concomitantemente, o Ministério Público requereu ainda a manutenção das medidas de coacção anteriormente aplicadas aos arguidos, continuando em prisão preventiva, por se manterem inalterados os pressupostos que determinaram a respectiva aplicação. Os respectivos autos contra os restantes arguidos, continuam em investigação e, por isso, em segredo de justiça”, lê-se.

O comunicado não faz referência aos demais envolvidos neste caso que se encontram sob Termo de Identidade e Residência e proibição de saída do País.

Óscar Santos foi atingido com um tiro quando, por volta das 5h30, se dirigia para um ginásio que frequentava no Palmarejo Baixo, cidade da Praia.

À sua espera estavam dois homens encapuzados que, depois do disparo, se puseram em fuga. O ex-autarca foi transportado para o Hospital Agostinho Neto, onde foi operado para remover a bala que o atingiu no braço direito.

Na sequência, Santos disse tratar-se de “uma cobarde vingança por acto que tenha praticado enquanto presidente da Câmara Municipal da Praia”.

Por: Inforpress