Biblioteca Nacional tenta reedições de clássicos para aumentar acesso a livros

A Biblioteca Nacional de Cabo Verde quer reeditar alguns clássicos através de parcerias para mitigar as dificuldades para encontrar livros no mercado cabo-verdiano e face ao preço elevado das obras à venda, disse a sua presidente, Matilde Santos.

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“Temos uma enorme dificuldade em ter livros a preços acessíveis aos leitores e neste momento o Ministério [da Cultura], através da Biblioteca Nacional, tem trabalhado neste aspeto para fazer com que os livros cheguem a preços mais acessíveis possíveis, para que a maioria da população tenha acesso ao livro e à leitura”, explicou Matilde Santos, em declarações à Lusa no Mindelo, onde a instituição está a promover a feira do livro.

De acordo com a responsável, no atual quadro de limitações tem havido um cuidado em identificar nas feiras as obras mais procuradas, as que não existem em Cabo Verde e as que se encontram esgotadas para procurarem recursos de forma a suprir o défice.

“No caso de não conseguirmos fazer a reedição com os próprios meios, tentamos fazê-lo através de parcerias, para minimizar os custos e fazer com que as obras cheguem ao mais baixo custo aos leitores, tendo em conta a situação financeira de Cabo Verde”, explicou a presidente do conselho de administração da Biblioteca Nacional de Cabo Verde.

“O próprio Ministério da Cultura e das Indústrias Criativas e a Biblioteca Nacional possuem o projeto de reedição dos clássicos e nós neste sentido estamos a reeditar clássicos cabo-verdianos, juntamente com outras obras nacionais que já se encontram esgotadas”, acrescentou Matilde Santos.

A Biblioteca Nacional de Cabo Verde promove desde sexta-feira e até 15 de novembro a feira do livro em São Vicente, com cerca de 2.000 títulos, essencialmente de autores nacionais.

É também o caso dos projetos de reedição em curso, como da obra “Noite de Vento”, de António Aurélio Gonçalves, apresentado na abertura da feira do livro em São Vicente.

“Temos também a obra ‘Famintos’, do escritor Luis Romano, temos Eugénio Tavares e uma coleção de clássicos e outros que já se encontram esgotados e que já estão na gráfica para serem editados nos próximos meses”, explicou a responsável.

Uma aposta com vista também à promoção da literatura cabo-verdiana, de outros autores africanos e da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), através desta feira do livro, que decorre no Centro Cultural do Mindelo.

“Temos mais de 2.000 títulos de áreas distintas, deste a literatura infantojuvenil a livros técnicos e também obras especificas da literatura cabo-verdiana e outras com a finalidade de promover o livro e os autores cabo-verdianos de uma forma geral”, acrescentou Matilde Santos.

Por: Lusa