Cabo Verde recebe última remessa de vacinas dos EUA para adolescentes

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Cabo Verde recebeu a última remessa de 65 mil vacinas, de um total de 200 mil doadas pelos Estados Unidos, para começar ainda este mês a vacinar crianças e adolescentes dos 12 aos 17 anos, foi hoje anunciado.

“Chegou ao país na noite deste domingo 12, a terceira e última remessa de 65.520 mil doses de vacinas Pfizer dos Estados Unidos”, divulgou o Ministério da Saúde de Cabo Verde.

“Com isso, conclui-se a chegada das 200.070 doses da vacina da Pfizer que vai ser utilizado para a vacinação dos adolescentes dos 12 aos 17 anos”, precisou a mesma fonte.

A primeira remessa de 64.350 doses de vacinas chegou a Cabo Verde na terça-feira e a segunda de 70.200 doses chegou na sexta-feira, doadas pelos Estados Unidos através do mecanismo Covax, iniciativa da Organização Mundial da Saúde (OMS) para garantir uma vacinação equitativa contra o novo coronavírus.

Esta foi a segunda doação de vacinadas dos EUA a Cabo Verde, depois de 100 mil doses da Moderna recebidas a 3 de outubro, também no âmbito da Covax.

Com estas 200.070, Cabo Verde aumentou para 945.220 doses de vacinas recebidas até agora de vários países e parceiros internacionais.

Desde o início da pandemia, o país já registou um total de 38.503 casos positivos acumulados, dos quais 351 óbitos, 38.038 casos recuperados e 89 casos ativos.

Neste momento, o arquipélago tem mais de 80% de adultos que já receberam a primeira dose de vacina contra a covid-19 e cerca de 70% já está completamente vacinada e tem uma baixa incidência de casos diários de infeção.

O país prevê começar a vacinar ainda antes das férias do Natal as crianças e adolescentes dos 12 aos 17 anos.

A covid-19 provocou pelo menos 5.300.591 mortes em todo o mundo, entre mais de 269,02 milhões infeções pelo novo coronavírus registadas desde o início da pandemia, segundo o mais recente balanço da agência France-Presse.

A doença respiratória é provocada pelo coronavírus SARS-CoV-2, detetado no final de 2019 em Wuhan, cidade do centro da China, e atualmente com variantes identificadas em vários países.

Uma nova variante, a Ómicron, classificada como “preocupante” pela Organização Mundial da Saúde (OMS), foi detetada na África Austral, mas desde que as autoridades sanitárias sul-africanas deram o alerta, a 24 de novembro, foram notificadas infeções em pelo menos 57 países de todos os continentes, incluindo Portugal.

Por: Lusa