Os casos ativos de covid-19 aumentaram mais do que quatro vezes em Cabo Verde nos últimos 14 dias, conforme dados divulgados hoje pelo Ministério da Saúde, indicando aumento das taxas de incidência e de positividade.

De acordo com o boletim epidemiológico, nos últimos 14 dias, ou seja, de 06 a 19 de junho, os laboratórios do país analisaram 7.163 amostras (média de 512 por dia) e identificaram um total de 1.633 casos novos, enquanto no período anterior foram registados 386 casos novos.

Nesse mesmo período, a taxa de incidência acumulada a nível nacional foi de 287 casos por 100 mil habitantes, contra 68 casos por 100 mil habitantes anteriormente, enquanto a taxa de positividade foi, em média, 22,8%, enquanto antes tinha sido de 10,2%.

Nos dois períodos em análise, a única taxa que se manteve inalterável foi a de transmissibilidade (Rt), de 1,52, conforme os mesmos dados oficiais.

Ainda segundo o Ministério da Saúde, neste momento há 22 pessoas internadas nos hospitais de Cabo Verde, das quais sete são crianças, mas sem gravidade, numa taxa de internamento de 25,2%.

Nas últimas 24 horas, foram registados 95 novos casos, em 346 amostras analisadas, e 188 pessoas recuperaram da infeção.

Desde o início da pandemia, o país já registou 58.271 casos positivos acumulados, dos quais 56.880 casos recuperados da doença, 402 óbitos e há 937 casos ativos.

Em relação à vacinação, Cabo Verde já utilizou 728.360 (69,6%) doses de vacinas contra a covid-19, tendo vacinado 319.625 adultos (98,1%) com a primeira dose, enquanto 277.508 (85,2%) já foram completamente vacinados e 85.262 (26,2%) já tomaram a dose de reforço.

Quanto aos adolescentes dos 12 aos 17 anos, um total de 46.269 (86,1%) já tomaram a primeira dose e 38.552 (71,7%) já estão completamente vacinados.

O primeiro-ministro cabo-verdiano, Ulisses Correia e Silva, descartou hoje a adoção de medidas restritivas, como o regresso ao uso de máscaras obrigatório em espaços fechados, devido ao aumento de casos de covid-19, mas recomendou a autoproteção.

“A indicação que nós temos da Direção Nacional de Saúde [DNS] é que não seria impactante neste momento o retorno das máscaras, mas quando fizemos o alívio da última medida, houve essa recomendação no sentido da autoproteção”, recordou o chefe do Governo.

O país voltou em 06 de março à situação de alerta, o menos grave de três níveis, mantendo atualmente um nível “mínimo” de restrições devido à pandemia de covid-19, deixando de ser obrigatório a utilização de máscara na via pública e, já no final de abril, também em espaços fechados.

Por: Lusa