Covid-19: Mais de 30% das crianças dos 5 aos 11 vacinadas em Cabo Verde

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Mais de 30% das 60 mil crianças cabo-verdianas com idades dos 5 aos 11 anos já receberam a primeira dose da vacina pediátrica contra a covid-19 e o Ministério da Saúde pretende reforçar a cobertura global antes do Natal.
 

governante reconheceu o aumento de casos de covid-19 nas últimas semanas e a confirmação de três casos da nova sub-linhagem BQ.1.1 da variante Ómicron na ilha de Santiago, mas garantiu que para já não haverá alteração nas medidas de restrição, praticamente inexistentes em Cabo Verde.

“Temos de ter em conta que, neste momento, não obstante nós não estarmos com a obrigação de se utilizar máscaras, a não ser em caso de estabelecimentos que são obrigatórios, mas havendo necessidade espontaneamente, podemos aderir a isso. Nas situações em que haja muita aglomeração, que poderá haver risco, cada um espontaneamente poderá, caso o entender, utilizar a máscara. Também a questão da utilização do álcool gel e o distanciamento, porque a pandemia ainda não terminou”, alertou.

De acordo com os dados apresentados hoje, no final da reunião do Gabinete de Crise, 98,6% da população adulta elegível já recebeu pelo menos a primeira dose da vacina contra a covid-19 e 86,4% a segunda dose, enquanto 38,5% também já receberam a dose de reforço.

“Neste momento, temos em curso a vacinação das crianças. Ainda estamos numa taxa da população elegível de cerca de 60.000 crianças na faixa etária de 05 a 11 anos, e dessa população elegível estamos na taxa dos 34%. Nós apelamos à adesão de todos”, apontou a governante.

Esta vacinação, que arrancou em outubro último e prevê duas doses, resultou de um donativo de vacinas pediátricas da PFizer pelos Estados Unidos da América e seguiu-se a uma campanha com adesão elevada na faixa dos 12 aos 17 anos.

“Com a vacinação das crianças, nós não estamos a proteger só essas crianças, mas estamos a proteger todas as pessoas que estão lá em casa, que têm o contacto direto com as crianças, principalmente das pessoas que têm as pessoas idosas em casa, para pessoas que tenham pessoas que tenham fatores de risco. Estaremos a proteger toda a família e, sobretudo, nós estamos a entrar no período das festas”, sublinhou a ministra Filomena Gonçalves.

Cabo Verde contabiliza hoje, segundo dados do Ministério da Saúde, um acumulado de 62.828 casos de covid-19 desde em março de 2020, que provocaram 412 óbitos, os dois últimos nos dias 18 e 21 de novembro, depois de praticamente quatro meses sem mortes por complicações associadas à doença (o anterior tinha sido registado em 26 de julho).

“Um no concelho da Praia e outro em São Miguel [ilha de Santiago], sendo todos ligados a pessoas com outras doenças associadas e ou que não tinham o esquema vacinal completo, ou seja, pessoas que não tinham toda a vacinação completa e, em alguns casos, também sem a vacinação”, explicou a ministra.

Atualmente estão ativos 129 casos de covid-19 em todo o país, quando em meados de setembro rondavam uma dezena, segundo o histórico do Ministério da Saúde.

O uso de máscaras em estabelecimentos e transportes públicos e a apresentação de certificados de covid-19 deixaram de ser obrigatórios a partir de 15 de setembro em Cabo Verde, dia em que terminou a situação de alerta.

“Temos a consciência também da importância de garantirmos a segurança sanitária para que possamos retomar em pleno a nossa atividade económica e, sobretudo, para juntarmos as forças nesta campanha que vamos lançar brevemente para podermos ter uma quadra festiva, tranquila, na segurança, para o bem de todos”, apelou ainda a ministra, sobre a campanha de vacinação, que resulta do aumento de casos e da preocupação com a deteção da nova sub-linhagem da variante Ómicron, potencialmente mais perigosa.

“É uma preocupação e por ser a preocupação é que nós anunciamos aqui que já estamos a lançar toda a campanha de comunicação e sensibilização e se houver um aumento com que justificar, nós iremos tomar esta medida [voltar ao uso de máscara obrigatório]. Mas nós acreditamos que se houver uma adesão de forma responsável, maciça à vacinação, se houver a consciencialização que naturalmente, independentemente das imposições, sempre que houver situação de risco, cada cidadão, de acordo com a sua consciência e responsabilidade, utilizar as mais que utilizar as medidas, barreiras, distância mental que acreditamos que nós não chegaremos”, concluiu.

Face à evolução da pandemia e às elevadas taxas de vacinação no arquipélago, em março deixou de ser obrigatório a utilização de máscara na via pública em Cabo Verde e no final de abril também em espaços fechados, com exceção de hospitais, farmácias ou transportes públicos.

O Governo entendeu que não mais se mantinham as razões de fundo que haviam levado a que se decretasse a situação de alerta em todo o território nacional, o nível menos grave de três previstos na lei que estabelece as bases da Proteção Civil.

Por: Lusa