Covid-19: Reino Unido obriga a quarentena no regresso de Cabo Verde

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Os cidadãos residentes no Reino Unido que viagem para Cabo Verde através do corredor aéreo para voos essenciais, que se realizam a partir de Lisboa, estão obrigados a uma quarentena no regresso aquele país europeu, foi hoje divulgado.

Segundo informação enviada aos viajantes, esta tarde, pelo FCO (Foreign and Commonwealth Office), responsável pela proteção dos interesses e cidadãos britânicos no exterior, estes cidadãos passam a estar obrigados a uma quarentena de 14 dias, de prevenção à covid-19, no regresso ao Reino Unido de viagens a Cabo Verde.

Além disso, de acordo com a mesma informação, estes cidadãos estão obrigados, também no regresso, a fornecer informação detalhada sobre a viagem e contactos mantidos em Cabo Verde.

No mesmo aviso, o FCO recorda que Cabo Verde continua encerrado a voos comerciais internacionais, desde 19 de março. Contudo, desde 01 de agosto que a transportadora aérea portuguesa TAP assegura um corredor aéreo para voos essenciais a partir de Lisboa, com oito ligações semanais.

Esses voos permitem viagens entre ambos os países (Lisboa, Praia e Mindelo) por motivos de doença, negócios, estudos, profissionais, oficiais e familiares, com a condição de realização de testes de virologia à covid-19 nos dois sentidos.

A retoma das ligações aéreas internacionais para Cabo Verde já esteve prevista para julho e depois para a segunda quinzena de agosto, mas ainda não foi comunicada qualquer data oficial.

“Estamos a trabalhar para reabrirmos as nossas fronteiras o mais rápido possível. A promessa é abrirmos em agosto, vamos continuar a trabalhar para que assim seja nos próximos dias, de acordo com a programação que nós tínhamos feito”, afirmou anteriormente o ministro dos Negócios Estrangeiros e Comunidades de Cabo Verde, Luís Filipe Tavares.

Cabo Verde registava em 24 de agosto um acumulado de 3.522 casos de covid-19, com 37 mortes.

A pandemia de covid-19 já provocou pelo menos 813 mil mortos e infetou mais de 23,6 milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Por: Lusa