Crescimento na Guiné-Bissau abranda para 3,8% e inflação sobe para 5,5%

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O Fundo Monetário Internacional (FMI) prevê, na análise anual da economia da Guiné-Bissau, um abrandamento da economia para 3,8% este ano e uma subida da inflação para 5,5%.

“Um forte desempenho contínuo do setor do caju e um apoio político relativamente estável a uma recuperação económica moderada este ano compensam parcialmente os efeitos da pandemia de covid-19 e o aumento nos preços de energia e alimentos associados à guerra na Ucrânia; espera-se que o crescimento desacelere para cerca de 3,8%, enquanto a inflação média deve acelerar para 5,5% em 2022, refletindo novas pressões sobre os preços de bens importados, especialmente alimentos e combustíveis”, lê-se na análise dos técnicos do FMI à economia da Guiné-Bissau.

Na análise, divulgada no mesmo dia em que o Fundo anunciou também a aprovação da terceira e última revisão do programa de assistência técnica na Guiné-Bissau, nota-se que as autoridades “começaram a implementar em 2021 um programa ambicioso de consolidação e reforma fiscal para garantir a sustentabilidade da dívida, criar espaço fiscal para atender às necessidades de desenvolvimento e fortalecer a capacidade do Estado”.

Em 2021, o crescimento do PIB acelerou para 5%, o que compara com os 1,5% registados em 2020, “devido à produção recorde de castanha de caju, investimento público em infraestrutura, redução gradual das medidas de contenção da covid-19 e melhoria na confiança dos negócios associada a uma situação política mais estável”.

Na avaliação do conselho de administração do FMI, que analisou as conclusões do corpo técnico, foi também vincada “a importância da mobilização de receitas, controlo de despesas não prioritárias e utilização das doações e empréstimos altamente concessionais para apoiar gastos sociais e de infraestrutura”.

Por: Lusa