Dados mostram que a importação de bebidas alcoólicas teve um aumento de 20,9%

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O volume de negócios das empresas produtoras das bebidas alcoólicas em Cabo Verde aumento em 8,9% em 2015, conforme um estudo sobre o consumo do álcool apresentado pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

Segundo esse estudo feito com base nos dados do III Inquérito às Despesas e Receitas Familiares (IDRF) de 2015 e dados provenientes do comercio externo transportes mortalidade de 2014 para 2014 as empresas aumentaram o seu volume de negócios de 3,7 para 4,0 milhões de contos.

Os dados mostram ainda que a nível da importação de bebidas alcoólicas houve um aumento de 20,9%, tendo a quantidade importada passado de 14.785 toneladas em 2015 para 17.886 toneladas em 2016, o que denota um aumento considerável da bebida importa.

Esse estudo que exclui os 61,35% dos cabo-verdianos que declararam sem despesas com o álcool, veio a confirmar aquilo que já era do conhecimento público, isto é que os cabo-verdianos gastam mais em bebidas alcoólicas do que com a educação e a saúde.

Cada um dos 38,7% dos cabo-verdianos com despesas com bebidas alcoólicas consome em média 20,16 litros de bebidas alcoólicas e a despesa média anual por pessoa é de 7.859 escudos, sendo esse gasto maior no sexo masculino (9.393 escudos), ficando as mulheres pelos 6.421 escudos.

Boa Vista é a ilha com mais consumo em termos de quantidade média (38,63 litros por pessoa e a média de despesas anual a situar-se nos 14.978 escudos), seguido de São Nicolau com a média de 24,95 litros e Maio 24,12 litros.

No que se refere às consequências o estudo aponta que só em 2015 foram registados 63 óbitos por alcoolismo, sendo 57 homens e seis mulheres. O consumo de álcool é apontado também como uma das causas de acidentes com perdas humanos e materiais avultados.

Actualmente decorre uma campanha contra o uso abusivo do álcool tendo como lema “menos álcool, mais vida”. Uma iniciativa que conta com o alto patrocínio da Presidência da República com o objectivo de combater aquilo que já considerado um problema de saúde pública em Cabo Verde.

Fonte: Inforpress