Depois de 7 meses a espera o Comandante Elias Silva foi suspenso por 20 dias

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Era para ser conhecido a sentença em Maio mas só no final de Novembro que o Comandante Elias Silva conheceu a sentença.

O comandante Elias Silva, que em Abril de 2018 afirmou que “a lei cabo-verdiana é amiga das armas”, e que na sequencia foi destituído do cargo de comandante na ilha do Sal, só agora, em final de Novembro conheceu a sentença final.

O caso remonta a Abril de 2018 quando, para a Radio de Cabo Verde, quando Elias Silva, o comandante na altura, na ilha do Sal, disse que “Cabo Verde tem uma lei amiga das armas”. 

De seguida, na mesma semana, o comandante foi suspenso com processo disciplinar. No inicio do mês de Maio o Comandante deslocou-se para a cidade da Praia onde foi ouvido na sede da Policia Nacional.

A sentença deveria ser conhecida num prazo máximo de 30 dias apos ter sido auscultado, mas só agora, a 26 de Novembro, que se conheceu a sentença, que entrou em vigor no dia seguinte. E a sentença foi de 20 dias de suspensão das funções.

Quando chegou a Praia, em Abril, o comandante passou dois meses em casa, aguardado a instrução do processo e mais cinco meses num gabinete “sentado”.

Entretanto, sabe o DTudo1Pouco, que a destituição não começou com a declaração proferida a Radio de Cabo Verde.

Na véspera da tomada de posse do comando regional da ilha do Sal, o gabinete do Ministro da Administração Interna pediu o discurso do comandante para o Ministro Paulo Rocha analisar e este, o ministro, pediu alterações para que o seu discurso alinhasse com a do Comandante. 

O Comandante disse, na altura ao gabinete, que se fosse assim, no final de ler o discurso iria dizer que este discurso não o pertence. E sabe o DTudo1Pouco que a partir dali, Setembro de 2017, que o ambiente ficou tenso.

Na altura da destituição, o Ministro Paulo Rocha foi auscultado pelos jornalistas afirmou que: “Nesta matéria só tenho uma coisa a dizer: polícia não critica Justiça, não há mais nada a dizer, pois a instituição policial tem regras próprias as quais deve seguir, a polícia não critica a Justiça”, repetiu Paulo Rocha, abordado pelos jornalistas, na manhã de 13 de Abril, na cidade do Mindelo.

Já, por seu lado, o director nacional da Polícia Nacional, Estaline Moreno, disse que a destituição do comandante da PN que vinha exercendo as funções no Sal há menos de um ano, nao foi por este ter criticado a lei cabo-veridiana.

“O comandante não foi destituído por ter criticado a justiça, mas temos procedimentos internos, há questões que têm a ver com a ética e deontologia e, portanto, temos normas internas que regulam a situação. O comandante, infelizmente, não observou essas regras e tínhamos que tomar medidas em relação a este aspecto”, esclareceu, confirmando que “há um processo em curso, e que se aguarda pelos resultados”.