Estádios ingleses podem ter adeptos em pé 28 anos depois

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Governo britânico confirma regresso, depois da decisão de 1994 que eliminou essa possibilidade. Alguns clubes já tinham participado numa experiência na segunda metade da última época. Clubes têm validade permanente se cumprirem «rigorosas medidas».

Os clubes de Inglaterra vão poder voltar a ter nos estádios, 28 anos depois, bancadas para adeptos em pé, anunciou esta segunda-feira a secretária da cultura do Reino Unido, Nadine Norries.

«Apenas os clubes que cumpram as rigorosas medidas de segurança estarão autorizados. Graças a um processo robusto, com provas e engenharia moderna, estamos prontos para permitir bancadas em pé mais uma vez nos nossos campos», referiu a governante.

Chelsea, Manchester City, Manchester United e Tottenham participaram numa experiência bem-sucedida durante a segunda metade da temporada passada, tal como o Cardiff, que em 2021/22 jogou o Championship, a II Liga inglesa.

Por outro lado, e apesar de algumas simulações em Anfield Road, não é expectável que o Liverpool adira para já a essa possibilidade, num pedido de autorização que terá validade permanente.

Wolverhampton, Brentford (ambos da Premier League) e Queen’s Park Rangers (Championship) são alguns dos clubes que já anunciaram que vão disponibilizar esse tipo de bancadas para os seus adeptos, bem como para os visitantes.

O governo anunciou que o próprio Estádio de Wembley vai oferecer essa possibilidade, sendo que será realizado um teste em setembro num jogo da Liga das Nações entre a Inglaterra e a Alemanha.

Os adeptos em pé foram banidos das duas principais divisões do futebol inglês há cerca de 28 anos, desde uma decisão de agosto de 1994 após a tragédia de Hillsborough, Sheffield, a 15 de abril de 1989, quando 96 seguidores do Liverpool morreram e várias centenas ficaram feridos na sequência de uma debandada gigante antes do início do desafio das meias-finais da Taça de Inglaterra contra o Nottingham Forest.

Em janeiro de 2022, houve uma 97.ª vítima de Hiisborough, Andrew Devine, que perdeu a vida fruto de lesões resultantes do desastre de 1989.

Por: Maisfutebol