Estados Unidos e Cabo Verde regulam hoje a deportação de cidadãos para o arquipelago

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Os governos dos Estados Unidos e de Cabo Verde assinam hoje, terça-feira, na capital americana, um memorando que regula a deportação de cidadãos dos dois países.

É que Cabo Verde integra a lista de”países não cooperativos” mas com este memorando vai ultrapassar o problema.

Os Estados Unidos da América tem deportado muitos jovens para o arquipélago, mas a inexistência de um procedimento está na origem de vários incumprimentos por parte de Cabo Verde que integra uma lista de países não cooperativos.

O embaixador de Cabo Verde em Washington, Carlos Veiga, disse à Voz da América (VOA) que “esta situação não era nada confortável por poder levar o país a sofrer sanções, como aconteceu com a Gâmbia durante algum tempo”.

Com o documento a ser assinado em Washington, “as duas partes terão um instrumento regulador que define o processo”, com informação atempada de qualquer deportação, “um período de advocacia a ser usado pelas autoridades cabo-verdianas, nomeadamente o consulado (em Boston) e que respeita a bilateralidade”, ou seja aplica-se nos dois sentidos.

O antigo primeiro-ministro cabo-verdiano considera que este é um primeiro e importante passo para minimizar o problema das deportações.

Ao mesmo tempo, Carlos Veiga diz estar a negociar com várias entidades, desde públicas a privadas, passando pela comunidade cabo-verdiana, um programa de prevenção de deportações aqui nos Estados Unidos e de integração dos que forem deportados em Cabo Verde.

“A ideia é montar um projecto que previna as deportações, trabalhando com a comunidade e os Estados onde há cabo-verdianos e, para os que forem efectivamente deportados, criar condições para a sua integração em Cabo Verde”, explicou o embaixador em Washington.

Até 2015, Cabo Verde tinha recebido 1300 jovens deportados, na sua maioria provenientes dos Estados Unidos e há dezenas à espera de serem enviados para o arquipélago.

Fonte: Voz da América