Facebook faz um scan às fotos e links que os utilizadores partilham pelo Messenger

537

O Facebook faz um scan às fotos e links que os utilizadores partilham pelo Messenger, a aplicação que a rede social disponibiliza para troca de mensagens.

A notícia é avançada pela Bloomberg, que explica que a empresa liderada por Mark Zuckerberg também lê as conversas entre utilizadores, quando é sinalizada como moderadora. Objetivo: assegurar que o conteúdo cumpre com as regras da empresa. Se não cumprir, os utilizadores são bloqueados.

Numa entrevista à Vox, Mark Zuckerberg explicou que a rede social detetou os utilizadores que estavam a enviar mensagens umas às outras sobre uma “limpeza étnica” em Myanmar e conseguiu detê-las.

Logo nessa conversa, “Recordo-me de que num sábado de manhã recebi um telefonema e detetámos que as pessoas estavam a tentar espalhar mensagens sensacionalistas através do Facebook Messenger para cada um dos lados do conflito”, afirmou. “Nesse caso, os nossos sistemas conseguem detetar o que se está a passar e impedimos que essas mensagens continuassem”, explicou.

Fonte da empresa adiantou à Bloomberg que o Facebook não vende a informação que retira das conversas entre utilizadores a anunciantes, mas que as verifica para evitar que haja abusos na plataforma e que o conteúdo cumpre com aquelas que são as regras da comunidade.

“Por exemplo, quando envias uma foto pelo Messenger, os nossos sistemas automáticos verificam-na utilizando tecnologia de correspondência entre fotos para perceber se há exploração da imagem de crianças ou se quando envias um link estás a enviar um vírus. O Facebook desenhou estas ferramentas automatizadas para podermos parar rapidamente comportamentos abusivos na nossa plataforma”, disse um porta-voz do Messenger à Bloomberg.

Na quarta-feira, o Facebook assumiu que a Cambridge Analytica pode ter acedido indevidamente a 87 milhões de perfis do Facebook, mais 37 milhões que a informação que foi avançada primeiro pelo The Guardian e pelo The New York Times, para ajudar a eleger Donald Trump.

Por: Observador