Falso alarme de bomba gera enorme aparato no aeroporto da Praia (Video)

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Um falso alarme de bomba obrigou hoje a um enorme aparato policial e aglomeração de pessoas no aeroporto cabo-verdiano da Praia, em Cabo Verde, que foi evacuado, com passageiros e visitantes a reclamarem de falta de informação.

Carlos Teixeira chegou a meio da manhã à cidade da Praia vindo dos Estados Unidos da América num voo da SATA, via Ponta Delgada, e até começou a recolher as suas bagagens.

O passageiro contou à Lusa que, por volta das 11:00 locais, foram informados de que houve um “problema” com um voo que chegou a essa hora do Senegal e que todos tinham de sair do Aeroporto Internacional Nelson Mandela.

“Mandaram-nos esperar no estacionamento de táxi, na parte exterior do aeroporto, mas não nos disseram mais nada. Ficámos ao sol, sem água, sem nada”, protestou Carlos Teixeira, em declarações à agência Lusa, quase três horas após ter aterrado na Praia.

O passageiro tinha um voo de ligação para a ilha do Fogo às 14:15, mas por essa hora ainda não tinha qualquer informação de que iria viajar. 

“Ainda espero ir ao Fogo”, afirmou Carlos Teixeira, que não teve qualquer receio, mas continuando a queixar-se apenas da falta de informação e de assistência, sobretudo aos mais idosos que chegaram no mesmo voo. 

“Não temos nada contra ao que acontece, já aconteceu, mas deviam-nos informar sobre o que deveríamos fazer”, prosseguiu o passageiro cabo-verdiano, garantindo que vai ficar no aeroporto até pelo menos ter informação sobre a hora do voo para o Fogo. 

João Martins deslocou-se ao aeroporto de manhã para apanhar uma familiar, revelando que as pessoas que saíram do aeroporto especulavam que havia um passageiro vindo de Dacar, Senegal, que terá feito uma ameaça de bomba. 

“Disse que transportava uma bomba e por causa disso houve essa mobilização”, contou o praiense, que chegou ao aeroporto por volta das 11:00 e que logo a seguir começaram também a chegar os carros da polícia, dos bombeiros e as ambulâncias, e todos os passageiros foram retirados. 

“Inclusive nós que estávamos à espera nos pediram para deslocarmos ao estacionamento exterior”, contou a mesma fonte, que também se queixou da falta de informação oficial. 

João Martins já tinha estado com o familiar que foi esperar ao aeroporto, mas deu conta que passadas várias horas ainda não tinha autorização para recolher as suas bagagens, o que deverá acontecer só durante a tarde ou mesmo à noite.

O cidadão da Praia admitiu que sentiu algum receio na altura, salientando que deu para ver que o país não está preparado para situações de emergência deste tipo. 

“As pessoas não sabem como fazer a evacuação, inclusive não sei se a Polícia Nacional também está preparada para este tipo de situação”, alertou João Martins, que decidiu ir para casa e regressar mais tarde ao aeroporto para tentar recolher a bagagem do familiar. 

Por volta das 14:30 locais (16:30 em Lisboa) tanto os passageiros como os visitantes e funcionários começavam a entrar no aeroporto e as bagagens começaram também a ser distribuídas. 

A polícia não quis prestar esclarecimentos, mas garantiu que durante a tarde vai disponibilizar informações sobre o sucedido e sobre todo o aparato gerado no aeroporto da capital de Cabo Verde.

Por: Lusa