Foi inaugurado o Museu do Campo de Concentração do Tarrafal

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Esta quarta-feira, 20, foi inaugurado o campo de Concentração do Tarrafal numa cerimónia co-presidida pelo primeiro-ministro, José Maria Neves, e o seu homólogo português, António Costa. As obras do espaço, situado em Tarrafal, começaram em Outubro de 2015 e tiveram o seu termino recentemente. O museu da Resistência integra-se no projecto de preservação e musealização do ex-Campo de Concentração do Tarrafal, com o objectivo, a longo prazo, da sua declaração como Património da Humanidade O Campo de Concentração do Tarrafal foi criado pelo regime de Oliveira Salazar em 1936 e encerrado em 1954, onde terão morrido mais de três dezenas de presos políticos resistentes à ditadura do Estado Novo, entre eles o antigo secretário-geral do PCP Bento Gonçalves (1942). A Colónia Penal do Tarrafal, situada em Chão Bom, foi criada pelo Governo português do Estado Novo, ao abrigo do Decreto-Lei n.º 26 539, de 23 de Abril de 1936. Em 29 de Outubro do mesmo ano recebeu 152 presos antifascistas portugueses. O Campo do Tarrafal ou Colónia Penal foi encerrado em 1954, tendo sido reactivado em 17 de Junho de 1961, sob a denominação de Campo de Trabalho do Chão Bom, para receber prisioneiros oriundos das colónias portuguesas e teve o seu fim em 1974. Após esse período, em 2000, o Campo do Tarrafal foi transformado no Museu de Resistência, como forma de dar dignidade ao espaço e às memórias das vítimas. Fonte: Inforpress/TCV