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Futebolista cabo-verdiano Platiny Alves arguido por falsificação de documentos

Como consequencia, o Gil Vicente vai rescindir contrato com o jogador cabo-verdiano que está a ser investigado

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Uma investigação levado a cabo pelo jornal A Semana diz que o futebolista cabo-verdiano Platiny Alves, foi constituído arguido pelo Ministério Público (MP) num processo-crime de falsificação ou contrafacção de documentos. Segundo o jornal cabo-verdiano, uma denúncia anónima levou o SEF (Serviço de Estrangeiros e Fronteiras) a investigar a documentação do jogador, que chegou ao clube de Barcelos em 2013. Após uma análise aos documentos, o MP acredita que o atleta «terá adulterado o registo criminal» no pedido de autorização de residência em Portugal, «forjando digitalmente o carimbo da Conservatória dos Registos de S. Vicente». Os peritos terão detectado «gralhas» no documento e verificado que «o carimbo é uma reprodução digital, e não o carimbo a óleo» e que «a assinatura do funcionário surge formatada por pontos de cor e não com tinta de uma única tonalidade».
«Foi aberta realmente uma investigação, mas posso assegurar que os meus documentos são verdadeiros», disse o jogador em declarações ao A Semana, dizendo que foi enganado por um agente italiano que o trouxe para Portugal quando tinha 16 anos. «Ele deixou-me entregue à minha sorte. Desapareceu e nunca mais soube do seu paradeiro». Platiny é um dos quinze futebolistas suspeitos de falsificação de documentos no processo do SEF que data de maio. O jogador viu assim ser-lhe negada a autorização de residência em Portugal, necessária para poder continuar a jogar, e o SEF apreendeu-lhe o passaporte, enquanto a investigação decorre. Em declarações ao site português Maisfutebol, António Fiúsa, presidente do Gil Vicente, explica que o jogador «chegou há dois anos para os juniores». «Ele apresentou todos os documentos e nós tratámos da inscrição, como fazemos com qualquer outro jogador estrangeiro. Não tínhamos motivos para duvidar», disse o responsável gilista. «A ser verdadeira a acusação – porque a investigação ainda não foi concluída – o Gil Vicente sente-se traído e triste. Apostámos no jogador, gastámos dinheiro com a inscrição, apartamento, alimentação… não merecíamos uma coisa destas», disse, frisando: «Queríamos era que o SEF terminasse o processo para se saber a verdade, porque o jogador continua a dizer que os documentos são verdadeiros». Platiny ainda tinha contrato com o Gil Vicente, mas o clube vai rescindir. «Ele deixou de vir aos treinos. O SEF não o deixa sair», explicou. Fonte: A Semana e Maisfutebol