Governo decide no fim de Outubro se os cabo-verdianos continuam ou não a usar máscaras nas vias públicas

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O ministro da Saúde afirmou hoje que o Governo vai acompanhar a evolução da pandemia de covid-19 e até ao fim deste mês e decidirá se os cabo-verdianos devem ou não continuar a usar as máscaras nas vias públicas.

“Analisaremos, num contexto da própria evolução da pandemia, as medidas para serem tomadas”, disse Arlindo do Rosário, ao ser instado sobre quando que o uso de máscaras nas vias públicas deixará de ser obrigatório.

O governante fez essas declarações à Inforpress, à margem da visita que realizou esta sexta-feira aos postos de vacinação na Cidade da Praia para se inteirar sobre o andamento do processo.

Em relação a Santiago Norte, onde há pouco tempo era a região do País com a mais baixa taxa de vacinação, o ministro da Saúde considerou que a situação “está a melhorar-se consideravelmente”.

“A boa nova é que em Santa Cruz, os dados apresentados pela senhora delegada [de Saúde] mostram que se atingiu 70%”, revelou, acrescentando que isto deve merecer felicitações não só para este município, mas também para toda a região.

Na sua perspectiva, noutros concelhos do interior de Santiago a taxa de vacinação está a crescer, embora não ao ritmo que o Governo gostaria.

Perguntado se as discotecas já podem funcionar, Arlindo do Rosário respondeu que não, adiantando, entretanto, que no fim deste mês o Governo vai analisar o estado da situação pandémica e na sequência da qual serão anunciadas as medidas.

Dados do Ministério da Saúde revelam que a capital já atingiu uma taxa de cobertura de vacinação de 77,7% com a primeira dose e Arlindo do Rosário acredita que na primeira quinzena deste mês a Cidade da Praia poderá ultrapassar os 80%.

O governante garantiu, ainda, que a taxa de cobertura de 85%, a nível nacional, “está perfeitamente ao alcance de ser atingido”.

Segundo o último dado divulgado sobre a pandemia da covid-19, esta quinta-feira Cabo Verde registou, até ao momento, 339 óbitos, sendo 15 por outras causas e nove transferidos, perfazendo um total de 37.576 casos positivos acumulados.

A pandemia provocada pelo novo coronavírus já fez pelo menos 4.771.320 mortos em todo o mundo desde que foi notificado o primeiro caso na China, segundo o balanço diário da agência France-Press.

Os Estados Unidos continuam a ser o país mais afectado, tanto em número de mortes como de infecções, com um total de 695.116 mortes e 43.349.448 de casos, segundo os dados da universidade Johns Hopkins.

Depois dos Estados Unidos, os países mais afectados são o Brasil, com 596.122 mortes e 21.399.546 casos, a Índia, com 448.062 mortes (33.739.980 casos), o México, com 276.973 mortes (3.655.395 casos) e a Rússia, com 207.255 mortos (7.511.026 casos).

Por: Inforpress