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Guiné-Bissau vai ter o primeiro mestrado da história do ensino superior do país

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O secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros português, Francisco André, e o ministro do Ensino Superior da Guiné-Bissau, Timóteo Saba M`bunde, assinaram hoje um memorando de entendimento que prevê a criação do primeiro mestrado da história universitária do país.

O mestrado em Língua Portuguesa vai ministrado na Escola Superior Tchico Té e tem início já no próximo ano letivo.

“Este é de facto um projeto no qual valeu muito a pena trabalhar e investir. É um projeto que vai permitir que a partir do próximo ano letivo 2023-2024 se possa começar um ciclo de formação para conferir o primeiro grau de mestre por uma instituição guineense”, afirmou Francisco André.

“Isso é muito importante, isso demonstra uma grande capacidade da Guiné-Bissau enquanto país de se apropriar da formação dos seus quadros, está num grande caminho de desenvolvimento”, salientou.

Para o secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros é também muito importante que esse mestrado seja em Língua Portuguesa.

“É a língua que nos une, é a língua que permite que eu e o senhor ministro possamos conversar, decidir como vamos fazer, é a língua que une esta comunidade tão vasta que está muito para lá da Guiné-Bissau, de Portugal, onde temos tantos amigos e, sobretudo, tantos irmãos. É um dia duplamente feliz para a Guiné-Bissau e Portugal”, disse.

O secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros considerou também que é um “sinal de incentivo” que vai encorajar ao trabalho para que haja mais instituições a aumentarem a sua capacidade de oferta de graus académicos.

O ministro do Ensino Superior da Guiné-Bissau considerou tratar-se de um dia histórico, salientando que a partir do próximo ano letivo é possível fazer o mestrado em Língua Portuguesa em Bissau.

“Trata-se de um dia ímpar. A nossa aposta é justamente qualificar o ensino, mas subir um degrau. Sabíamos que era importante contarmos com o nosso parceiro, que é Portugal, um parceiro estratégico, muito importante para o desenvolvimento da Guiné-Bissau, mas, sobretudo, no domínio que tem sido o ensino e a formação”, afirmou.

O ministro explicou que também se insere no que tem sido a proposta para o setor, que inclui reformas.

“O setor merece atenção do Estado da Guiné-Bissau”, afirmou o ministro, adiantando que em breve será feita uma conferência sobre o ensino superior e investigação científica no país.

O secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros português iniciou hoje uma visita de três dias à Guiné-Bissau, para verificar como “estão a andar os projetos” de cooperação entre os dois países.

Por: Lusa