IDJ diz que foram disponibilizados 7.500.000 ECV e Gracelino Barbosa diz que faltam 3.750 contos

3972

No final da tarde de ontem o Instituto do Desporto e da Juventude (IDJ) enviou um comunicado sobre os pagamentos feitos ao atleta paralimpico Gracelino Barbosa, que horas depois também escreveu sobre o assunto.

O IDJ diz que Gracelino Barbosa tem recebido apoios claros e assertivos, “de várias formas,
tanto na logística, como em recursos humanos e financeiro” e que este tem estado “reiteradamente” a reclamar que não tem sido apoiado por nenhuma
instituição pública.

“No que tange aos prêmios, os serviços públicos desportivos disponibilizaram ao atleta
medalhado Gracelino Barbosa, um total de 7.500.000 ECV (sete milhões e quinhentos mil
escudos)”, começando por dizer o IDJ, que afirma (tendo mesmo colocado em anexo recibos de pagamentos efectuados) que estes pagamentos foram referentes a participações no XIo Jogos Africanos de Congo-Brazzaville, Jogos Paralímpicos de 2016, Campeonato do Mundo da INAS em Bangkok – Tailândia, Campeonato do Mundo INAS de 2018 e  Campeonato do Mundo de 2020.

Dos prêmios atribuídos, no valor total de 7.500.000 ECV (sete milhões e quinhentos mil escudos), 3.500.000 ECV (três milhões e quinhentos mil escudos) foram na conta bancária do atleta e 4.000.000 ECV (quatro milhões de escudos) na conta bancaria do Comité
Paralímpico de Cabo Verde.

Por seu lado, usando a sua pagina no Facebook, Gracelino afirma que só recebeu 6000 contos (pagamentos das medalhas de Rio 2016, Bangkok 2017, França 2018 e parte do pagamento do campeonato na Austrália 2019).

E que o Governo deve-lhe o pagamento das medalhas de 2019 e 2020 no valor de 3.750 contos e ainda afirma que nunca esteve no Congo a representar Cabo Verde.

Este ainda acrescenta que o contrato programa entre o Governo e o COPAC não é apoio a ele, bem como o pagamento da quota do país.

De seguida enumera o que realmente são apoio aos atletas como por exemplo comparticipação na compra dos equipamentos de treino e de competição.

Gracelino termina dizendo que já fez 15 medalhas para Cabo Verde, em 5 anos, 9 medalhas de ouro, 3 medalhas de prata, 3 medalhas de bronze e que é para se fazer as contas e “liquidar as dividas” que o foco são as dividas.