Jorge Carlos Fonseca pediu um reforço na resposta das Forças Armadas e da Polícia Nacional ao combate à delinquência urbana e ao crime organizado

O Presidente de Cabo Verde, Jorge Carlos Fonseca, pediu ontem um reforço na resposta das Forças Armadas e da Polícia Nacional ao combate à delinquência urbana e ao crime organizado, admitindo "indícios de alguma insegurança" no país.

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posição foi assumida pelo chefe de Estado na sua mensagem do dia consagrado à Defesa Nacional, que se comemora anualmente, desde 2011, no dia 06 de novembro, efeméride que recorda a epidemia de dengue que em 2009 atingia todo o país.

“Hoje, tendo em conta indícios de alguma insegurança localizada, as Forças Armadas e a Polícia Nacional devem reforçar as suas capacidades de resposta a esta situação, no quadro do combate à delinquência urbana, o crime organizado, os tráficos de droga e de pessoas”, exortou Jorge Carlos Fonseca.

O Presidente da República acrescentou que a “disponibilidade permanente” daqueles órgãos, “longe de dispensar a contribuição do cidadão, tem de contar com a sua participação ativa na edificação da Defesa Nacional, um dos pilares da nossa democracia e do Estado de Direito”.

Cabo Verde tem sido palco, nas últimas semanas, de vários atos criminais, entre homicídios, atentados, assaltos e roubos, a maioria com recurso a arma de fogo e sobretudo na cidade da Praia, a capital do país.

Na mensagem hoje divulgada, o chefe de Estado sublinha que “num contexto caracterizado pela existência de tráficos de drogas, pessoas e armas, através de organizações transnacionais, de intervenções desestabilizadoras de grupos terroristas, da pirataria marítima e da instabilidade política que caracterizam alguns países da sub-região, a promoção e o reforço dessa aliança é de suma importância“.

Enquanto Presidente da República e Comandante Supremo das Forças Armadas, Jorge Carlos Fonseca agradeceu ainda, na mesma mensagem, às instituições da defesa e segurança, bem como à Cruz Vermelha de Cabo Verde, aos bombeiros voluntários e às associações comunitárias “que muito têm colaborado com o sistema Nacional de Proteção Civil”.

“Renovando, ao mesmo tempo, o meu empenho de, no limite das minhas capacidades e à luz da Constituição da República, tudo fazer para que o nosso sistema de Defesa Nacional tenha cada vez mais condições para servir as populações em tempo e com satisfação”, declarou.

O dia consagrado à Defesa Nacional em Cabo Verde foi instituído em 2011, como forma de homenagear e reconhecer todos aqueles que, “de uma forma consciente, altruísta, individual ou coletivamente, se associaram e responderam ao apelo da Nação, colaborando de forma abnegada no controlo da epidemia da dengue”.

Essa epidemia provocou, em 2009, mais de 21 mil casos suspeitos, com a evolução de mais de 170 para febre hemorrágica e o registo de cinco mortes em território cabo-verdiano.

Por: Lusa