Ministro da Defesa pede desdramatização do caso da morte de recruta em São Vicente

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O ministro da Defesa pediu nesta quarta-feira  que não se dramatize o caso do recruta que morreu na noite de sexta-feira no Hospital Baptista de Sousa, em São Vicente, após sentir-se mal durante uma corrida militar.

“Em primeiro lugar, gostaria de endereçar, mais uma vez, à família enlutada, as nossas mais sentidas condolências”, disse Luís Filipe Tavares, completando que teve a oportunidade, pessoalmente, de acompanhar a família, estando presente no funeral do recruta.

O governante, que falava aos jornalistas após o acto de empossamento dos novos comandantes da Guarda Nacional, tenente-coronel, Mário Almeida Furtado, e do Pessoal das Forças Armadas, Casimiro Moreno Tavares, no salão de banquetes do Palácio do Governo, na cidade da Praia, descreveu ainda Igor Martins como “um jovem muito bem-educado” e “um militar que dignificava o Quartel do Morro Branco”.

“Neste momento nós mandamos fazer um inquérito para saber o que terá acontecido, com normalmente se faz”, afirmou Luís Filipe Tavares, completando que se vai ter o resultado da autópsia nos próximos dias pelo qual se deve “aguardar serenamente”, embora tudo aponte para “um acidente triste e infeliz”.

Em relação às denúncias de maus tratos que circulam nas redes sociais, Luís Filipe Tavares argumenta que as Forças Armadas são uma grande instituição.

“Vamos com calma, não há motivos de nenhuma preocupação, nenhum drama. São acidentes que acontecem, nós lamentamos profundamente a morte do Igor Martins. Vamos aguardar tranquilamente o resultado do inquérito que será tornado público”, completou.

Além do inquérito, disse o governante que há um relatório da autópsia que será produzido para ser, “tranquilamente” analisado e se tomar decisões, “caso for necessário”.

Por: Inforpress