Nações Unidas disponíveis para apoiar Cabo Verde “a todos níveis” na estruturação e implementação do PEDS II

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A representante residente do Sistema das Nações Unidas em Cabo Verde, Ana Graça, demonstrou hoje todo o engajamento da ONU em apoiar Cabo Verde na estruturação e implementação do segundo Plano Estratégico de Desenvolvimento Sustentável (PEDS II).

Ao intervir na cerimónia de lançamento do plano para o horizonte 2022-2026, hoje na Cidade da Praia, Ana Graça, salientou que, mesmo em situação de crise, como a que a Cabo Verde ultrapassa, o País deve aumentar a sua ambição, de forma “realista e pragmática” e tudo fazer para iniciar ou continuar as transformações estruturais e tornar-se mais resiliente, mais bem preparado e autónomo, com uma “prosperidade mais inclusiva e sustentável”.

“Este é o momento de erguermos os braços e juntarmos esforços para minimizar estas outras variantes da pandemia, nomeadamente, o seu impacto sobre os agregados familiares, a economia e as finanças públicas”, disse.

A operacionalização da ambição 2030, através de uma transição sustentada de uma resposta de crise para a concretização de uma visão a médio prazo, assente em prioridades de sustentabilidade económica, social e ambiental e as suas interligações, é, para já, a responsabilidade maior do novo PEDS.

“Reiteramos o compromisso do Sistema das Nações Unidas, de todas as agências, fundos e programas para juntamente com os demais parceiros, continuarmos a analisar, pensar, congregar vontades, mobilizar parcerias, perícia e financiamento para o desenvolvimento sustentável tendo em vista o sucesso do PEDS II em 2026 e de coração ao alto, rumo aos ODS em 2030”, disse.

Ana Graça salientou que o PEDS II deve definir, priorizar e responsabilizar, decidindo o caminho mais seguro e repartindo “papéis claros”, mas complementares entre os múltiplos parceiros, públicos e privados, nacionais e internacionais, incluindo o Sistema das Nações Unidas.

Neste sentido, congratulou-se com a inovação já introduzida que é o de partir do “planeamento local”, isto é, dos municípios e das ilhas, como base para o planeamento nacional, englobando já as aspirações regionais bem como a potencial contribuição das ilhas para o alcance das prioridades nacionais.

“Este planeamento de baixo para cima dá-nos uma oportunidade única para melhor priorizar, para centrar a atenção nas pessoas e o impacto da acção do Estado e dos demais parceiros sobre os territórios, as comunidades, para combater a pobreza é melhor chegar aqueles que estão a ficar mais para trás”, sustentou.

O PEDS II, que representa o segundo ciclo da Ambição 2030, aponta estratégias que determinam, sobretudo, a retoma à normalidade e a continuação do percurso para o desenvolvimento sustentável, conforme indicou o Director Nacional do Planeamento, Gilson de Pina.

Por: Inforpress