Portugal: Libertados dois suspeitos da morte de Giovani Rodrigues

Foram libertados dois dos cinco suspeitos de envolvimento na morte do aluno cabo-verdiano Giovani Rodrigues, assassinado em Bragança.

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Segundo apurou este sábado o Jornal de Noticias, houve uma revisão à medida de coação dos suspeitos Ângelo Morais e Bruno Coutinho, detidos pelo homicídio do jovem de 21 anos que, a 31 de dezembro, morreu na sequência de ferimentos graves causados numa rixa em Bragança dez dias antes.

Os indivíduos estão desde este fim de semana em prisão domiciliária, beneficiando das saídas administrativas de reclusos face à pandemia de Covid-19. Os outros três continuam em prisão preventiva.

A 16 de janeiro, os indivíduos foram detidos pela Polícia Judiciária de Vila Real por suspeita de terem estado envolvidos numa rixa que resultou numa grave lesão cerebral que acabou por provocar a morte de Giovani Rodrigues, estudante cabo-verdiano do Instituto Politécnico de Bragança. O golpe terá sido determinante para a não sobrevivência do jovem, após 10 dias de internamento hospitalar.

Por considerar que exisitam, sobre cada um dos detidos, fortes indícios, “em coautoria material e concurso real”, de quatro crimes de homicídio qualificado, um dos quais consumado e os restantes na forma tentada, o tribunal tinha determinado, a 17 de janeiro, prisão preventiva para os cinco suspeitos, com idades entre os 22 e os 35 anos.

O tribunal esclareceu ainda que não foi apurado “qualquer indício no sentido de os factos praticados pelos arguidos terem sido determinados por ódio racial ou gerado pela cor, origem étnica ou nacional das vítimas”, Giovani e os três amigos que o acompanhavam. “A especial censurabilidade, que nesta fase indiciária, justifica a qualificação dos crimes assenta na circunstância de os arguidos terem sido determinados nas suas opções por motivo fútil e, ainda por atuarem em grupo”, refere o despacho de acusação.

Por: Jornal de Noticias