Preço médio da internet ilimitada em Cabo Verde diminuiu 10 mil escudos em seis anos

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O secretário de Estado da Economia Digital disse ontem que o preço médio da internet ilimitada em Cabo Verde diminuiu cerca de 10 mil escudos em seis anos, permitindo que a ferramenta seja mais acessível e de maior alcance.

Pedro Lopes fez esta observação em entrevista à Inforpress, abordando os ganhos da economia digital e os desafios futuros de Cabo Verde para que sector seja um dos eixos estratégicos do desenvolvimento económico do País.

Conforme explicou, o preço da internet ilimitada tornou-se mais acessível, indicando que em 2016 a média do custo era de 14 mil escudos e, volvidos quase seis anos, a cifra se situa em média quatro mil escudos.

“Ou seja, estamos a falar que num período de quase seis anos, cerca 10 mil escudos de diferença ao valor que era cobrado”, assinalou.

Informou também que o preço do custo de um gigabyte móvel em Cabo Verde é de 500 escudos, “cerca de quatro euros e meio”, “valor inferior” ao que é praticado em Portugal (cerca de 4,97 euros).

“Não estamos ainda na média europeia em que o valor é ainda mais baixo (3,40 euros), mas queremos, cada vez mais, possibilitar uma internet mais acessível”, sublinhou.

Não obstante a baixa de preços, Pedro Lopes reconheceu que “o custo continua alto”, tendo em conta o salário mínimo no País, o que impede que mais pessoas possam ter o acesso que desejam.

“Nós entendemos que há famílias que não têm condições de pagar, por isso queremos criar os mecanismos para tal, uma vez que se tratarmos de igual forma aquilo que é desigual só agravamos as desigualdades”, afiançou.

Neste sentido, reiterou o compromisso do Governo na criação de uma tarifa social de internet, considerando ser uma importante estratégia, levando em consideração que no cenário actual, “a internet é muito mais” do que uma ferramenta de entretenimento.

“Queremos criar oportunidades para o acesso, e quem está a utilizar a internet para aprender, criar negócios, se encontra numa fase inicial, não tem forma de pagar e precisa de apoio, deve ser o Estado a dar esse suporte”, atestou o governante.

Além disso, avançou que o Executivo quer alargar a internet a vários edifícios públicos, em que, durante o período pelo qual as pessoas procuram os serviços, possam aceder gratuitamente.

Por: Inforpress