Produtores do grogue em Porto Novo decidem suspender produção à espera das “orientações” do Governo

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Os produtores do grogue no Porto Novo, Santo Antão, já suspenderam a produção, três meses depois do início do período da industrialização da aguardente em Cabo Verde, como medida de prevenção e combate ao covid – 19.

Os produtores confirmaram a paralisação da safra de cana sacarina e, consequentemente, da produção do grogue, decisão que se enquadra nas medidas restritivas adoptadas pelo Governo para evitar a propagação do novo coronavirus no País.

O período da industrialização da aguardente em Cabo Verde, iniciado em Janeiro, decorre até Junho, período em que “milhares” de pessoas, sobretudo, mulheres, em toda a ilha de Santo Antão, conseguem trabalhar e obter algum rendimento.

Simão Évora, produtor no Tarrafal de Monte Trigo, confirmou que, nessa localidade, a colheita da cana-de-açúcar e, logo, a produção do grogue estão suspensas, uma forma dos produtores se associarem às medidas de combate à pandemia, numa altura em que estão confirmados os primeiros casos, no arquipélago.

Igualmente, em Ribeira da Cruz, o presidente da associação local dos agricultores, Vanderley Rocha, informou que as unidades de produção do grogue foram encerrados “há já alguns dias”.

“Há já alguns dias que encerramos a produção. Esperamos agora pelas orientações das autoridades”, notou Vanderley Rocha, que é, também, um destacado produtor do afamado grogue da Ribeira da Cruz.

A nível de toda a ilha de Santo Antão, a produção do grogue estima-se, em média, cerca de dois milhões de litros por ano, equivalendo a um montante à volta de um milhão de contos.

Com a suspensão da produção, os produtores, segundo os analistas económicos, podem vir a ter uma quebra de produção de 50 por cento (%), que corresponde à uma perda de cerca de meio milhão de contos.

Por: Inforpress