As remessas em divisas enviadas pelos imigrantes em Cabo Verde para os países de origem aumentaram ligeiramente em 2021, para mais de 2.891 milhões de escudos (25,9 milhões de euros), segundo dados do banco central cabo-verdiano.
 

As remessas em divisas enviadas pelos imigrantes em Cabo Verde para os países de origem aumentaram ligeiramente em 2021, para mais de 2.891 milhões de escudos (25,9 milhões de euros), segundo dados do banco central cabo-verdiano.

De acordo com dados preliminares de um relatório estatístico deste mês do Banco de Cabo Verde (BCV), a que a Lusa teve hoje acesso, estas remessas enviadas pelos imigrantes comparam com os 2.816 milhões de escudos (25,6 milhões de euros) em 2020 e regressam aos níveis anteriores à pandemia de covid-19, tendo em conta os quase 2.892 milhões de escudos (praticamente 26 milhões de euros) em 2019.

Num período que continua a ser marcado pelas consequências económicas da pandemia de covid-19 também em Cabo Verde, com redução da procura turística, os imigrantes portugueses foram os que mais remessas enviaram para o exterior em 2021, com mais de 1.013 milhões de escudos (9,1 milhões de euros), aumentando fortemente face aos anos anteriores.

Entre as duas comunidades estrangeiras mais numerosas residentes em Cabo Verde, seguiram-se os imigrantes do Senegal, com 209,6 milhões de escudos (1,8 milhões de euros), e da Guiné-Bissau, com 101,9 milhões de escudos (quase um milhão de euros).

Segundo dados da Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal, a comunidade portuguesa em Cabo Verde desenvolve atividades nas áreas do comércio, incluindo a distribuição alimentar e de bebidas, na hotelaria e restauração, na construção civil e metálica, entre outros.

As remessas em divisas enviadas pelos imigrantes em Cabo Verde para os países de origem caíram 2,6% em 2020, segundo os dados anteriores do BCV.

Cabo Verde enfrenta uma profunda crise económica e financeira, decorrente da forte quebra na procura turística – setor que garante 25% do Produto Interno Bruto (PIB) do arquipélago – desde março de 2020, devido à pandemia de covid-19.

O país registou em 2020 uma recessão económica histórica, equivalente a 14,8% do PIB. O Governo cabo-verdiano admite que a economia possa ter crescido 7,2% em 2021, impulsionada pela retoma da procura turística, e prevê 6% de crescimento em 2022.

Por: Lusa