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Sul-coreanos vão ficar um ou dois anos mais novos com nova lei

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Os cidadãos sul-coreanos vão ter um ou dois anos a menos em documentos oficiais, a partir de junho de 2023, graças a uma nova lei no país. A Assembleia Nacional da Coreia do Sul aprovou, na quinta-feira, um projeto de lei que visa eliminar o método coreano de contagem de idade e adotar o padrão internacional.

De acordo com as revisões da Lei Civil e da Lei Geral de Administração Pública da Coreia do Sul, que devem entrar em vigor em junho do próximo ano, os sistemas de múltiplas idades no país serão unificados e padronizados ao sistema reconhecido internacionalmente, no qual a idade é baseada na idade de nascimento.

Até agora, têm sido utilizados três sistemas de idade na Coreia do Sul. O sistema mais utilizado é o denominado “idade coreana”, segundo o qual uma pessoa completa um ano no dia em que nasce – arredondando os nove meses de gestação para um ano – e acrescenta mais um ano no primeiro dia de janeiro. Ou seja, um bebé nascido a 31 de dezembro de 2022 fará dois anos de idade no dia 1 de janeiro de 2023.

O segundo sistema é o utilizado internacionalmente, no qual a idade de uma pessoa é determinado pela sua data de nascimento, acrescentando um ano de idade a cada 365 dias. E o terceiro adiciona um ano de idade no Ano Novo – sistema mais utilizado para calcular a idade legal para consumo de álcool e para fumar.

Isto significa que, por exemplo, a 9 de dezembro de 2022, uma pessoa nascida a 31 de dezembro de 2002 tem 19 anos no sistema internacional, 20 no sistema de contagem e 21 no sistema coreano.

Vozes críticas têm expressado preocupação quanto à confusão que pode causar haver três sistemas diferentes de contagem de idade na prestação de serviços socias, de saúde e administrativos, além de poder ter custos sociais desnecessários. Por isso, a partir de junho de 2023, este conjunto de sistemas vai ser eliminado em documento oficiais, passando a vigorar apenas o sistema padrão usado internacionalmente.

“A revisão visa reduzir custos socioeconómicos desnecessários porque as disputas legais e sociais, assim como a confusão, persistem devido às diferentes formas de calcular a idade”, disse Yoo Sang-bum, do partido governista People Power, no Parlamento sul-coreano.
Por: Lusa