Tribunal da Relação reduz pena aos irmãos Alves acusados de Cibercrime

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O Tribunal da Relação de Sotavento reduziu as penas de prisão aos irmãos Rui e Flávio Alves para 15 e 7 anos, antes condenados a 33 e 14 anos de cadeia, respectivamente, em primeira instância, disse fonte judicial.

Mesmo assim, disse à Inforpress a mesma fonte, “a defesa dos dois visados deu entrada com o recurso junto do Supremo Tribunal de Justiça por entender que as penas continuam exageradas”.

Os dois irmãos, detidos em Março de 2017 sob suspeita de vários crimes de ameaça de morte, coacção, chantagem e agressão sexual, na cidade da Praia, conheceram em Fevereiro de 2018 as suas sentenças, decretadas pelo Tribunal da Praia. Rui Alves, o mais novo, foi condenado a 33 anos de prisão. Flávio Alves apanhou 14 anos e seis meses de reclusão.

Conforme noticiado na altura pela imprensa nacional, os suspeitos atraíam as suas vítimas com recurso a vários perfis falsos, criados na rede social “Facebook”.

“Nuno de Pina”, “Sinna Gonçalves”, “Nuno Gonçalves”, “Speed Gonçalves”, “Gonçalves Moahmed”, “Maurycio Marcovich” e “El Hommbre Marcovich” foram alguns deles, conforme o apurado pela Polícia Judiciária, depois de denunciados.

Durante o processo da investigação, foram realizadas buscas às casas dos irmãos Alves, tendo sido apreendidos telemóveis, computadores e vários dispositivos de armazenamento, contendo imagens das vítimas, sem roupa e em pleno acto sexual com os arguidos. Tudo isso funcionou como prova dos seus actos.

De entre as 13 vítimas, sendo a mais nova com apenas 13 anos, está uma jovem que acabou por engravidar e depois abortar. Há outras jovens que acabaram por perder um ano lectivo, por causa das faltas não justificadas que davam, para poderem satisfazer os caprichos ou as ordens dos seus chantagistas.

Este é o primeiro caso de crime relacionado ao domínio do cibercrime e da recolha de prova em suporte electrónico a ser julgado no país.

Por: Inforpress